domingo, 6 de outubro de 2013

Filopoesia



Eu vou fazer poesia, 
pensei.
Porque poesia é sensação, 
refleti.
Porque escrevo do que 
sinto.
Na poesia eu não minto. 
Minto?
Pensei pra escrever 
o que senti.
Então não é sensação, 
só.
Senti pra escrever
o que pensei.
Então não é razão, 
só.
É equilíbrio do meu ser.

Samara Belchior

(26/09/2013)


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Medo



Esse medo, perseguidor, 
de mim.
Minha sombra sussurra
censuras, causa rachaduras, 
separa-se de mim, por fim.

Samara Belchior (26/09/2013)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Soltas



Melancolia, 
minha só.
Se eu não a vivo, 
prescindo de quem sou.

Tempestade


Choro pela necessidade, 
não fosse assim, morreria.
Pois então me deixe chorar!
Vocifero porque eu sou fera,
que tem que escrever de si.
Deixa eu me ver no meu choro.
Larga-me aqui nos soluços.
Peço somente um espaço no céu:
para poder erguer o olhar, 
então me deixa rasgar o peito!
Que eu me vire do avesso, preciso me ver.
Eu não me sei nunca, 
nunca saberei.
Mas quando eu choro, 
me entendo, por um tempo.
Pois me deixa então, 
a sós comigo.
Na minha saudade de mim,
que eu as vezes sinto,
eu amo aquilo que só eu posso amar.
Me deixa assim, 
com meu cinza.
Depois tudo volta a colorir.
Mas eu agora preciso da chuva 
e da tempestade.
Feche a porta ao sair,
vai inundar o recinto de mim, 
para mim.

Samara Belchior
08/05/13

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Soltas

Kurasov


Eu tenho o remédio:
poesia, música e perfume.

Samara Belchior.

Soltas

Kurasov



Arte, sua liberdade é a minha possibilidade.
E se há método, finjo que não,
só desaguo como um rio, 
no mar.
Que eu sou palavra e poesia misturada sem distinção.
Minha mente não guarda nada além do que posso sentir.

Samara Belchior.

Soltas

Kurasov.


Perdi minha identidade,
se é que um dia a possui.

Samara Belchior.